sexta-feira, 28 de setembro de 2012

canção inacabada...








Eu sou uma canção inacabada
Nas notas do meu piano...
De uma melodia triste... Tantas vezes tocada...

Perdi-me…

Nos versos que guardei para a poesia
E encontrei-me ao escrever estes reversos...
Na manhã submersa de névoas onde
O ocaso teceu seu disfarce

Abrem-se os segredos nas lembranças...
Vence o abandono das memórias...

Meu olhar marejado vê
Deslizar suavemente as últimas
Gotas de lágrimas... Que brotam docemente
No silêncio da saudade dessa alma magoada.

O tempo prosseguirá... Implacável...
Sentimentos do querer deste coração... Desprezado!

celina vasques

Qual um pavão...

E a vida vai passando...
E assim segui em frente... Seguindo o vento...
Sem temores e dores...
E hoje restam apenas lembranças... Fugazes!

sábado, 15 de setembro de 2012

MINHA NOSTALGIA


NOSTALGIA

Olho em teus olhos
e procuro
desesperadamente
aquele brilho antigo
tão por mim conhecido
e que me falava de amor.

Procuro em teus braços
aqueles abraços que tantas
vezes me protegeram
me acolheram.

Olho minha cama vazia
tão fria e não te encontro mais

Com nostalgia qual esta poesia
te olho silenciosamente e
sinto minh'alma morrer em agonia!

Celina Vasques


ONTEM...



Ah! se eu pudesse voltar no tempo

resgatar meus dias de infância...

os sonhos sonhados e as minhas ilusões

que ficaram no passado!


Qual poeiras levadas pelo vento

os amores se desintegraram...

e as lágrimas que foram derramadas

gotas que caíram teimosas

e transformaram-se no orvalho

das madrugadas...


Ah! se eu pudesse viver novamente

aqueles dias...

quando eu corria na praia e corações

eu fazia...riscando nas areias as efêmeras paixões...


Ah! quisera que o tempo não tivesse

decorrido e que meus olhos ainda tivessem

aquele brilho

eu acreditava que a vida era longa e que existiam

jardins floridos

caminhos a trilhar perfumados!


Nos sonhos espalhados pelas brisas e

em meus devaneios vivendo mentiras verdadeiras

coração sangrando à toa das tatuagens gravadas...

versos que tentei fazer

sozinha com meus pensamentos...


...e as marcas que o tempo deixou em mim

impregnadas de melancolia

eu e o meu destino agora eu sei

o que passou ...fato consumado!



celina vasques








quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Murmúrios...

 


Ah! Vida curta, atroz...
Tempo de dor que dilacera os sonhos
Murmúrios de momento efêmero...
Canções das almas perdidas...
que partiram sob a sombra da lua...
Mergulhando neste mar de estrelas...
No silêncio que só a alma escuta... Doídos versos
nesta solidão chamada saudade...
É tudo o que restou dos meus e teus devaneios de amor!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desvario...

Contemplava o mar em tarde cinzenta
Escutava sons quais melodias tristes de pranto...
Morrendo de imensas saudades desta paixão
Em desvario...
O eco do meu clamor te segue ainda que eu esteja ausente...

Não tenho medo dos caminhos a percorrer...
Nem dos ventos... Eles já me reconhecem...
          - pois faz tempo os atravessei -
Guardei-te nos meus sonhos com acalanto, qual guardasse a alma tua...


Sabendo, que posso encontrar-te num mirar apenas...
É triste quando o amor se torna tão somente uma lembrança!
.
O brilho do sol agora distante... Muito longe!
Despedaçando o encanto dos anseios
Deste amor que de tão grande... 
Perdeu-se nos meus sonhos entre as brumas...
Deixando o meu coração vazio!


celina vasques

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mas...Calo-me!





Sinto o aroma da nostalgia...
São saudades tuas
e a tua ausência não me deixa escrever os versos...
Do meu poema de amor inacabado...

A quietude do teu silêncio me traz o pranto!
Deixo o meu grito de dor ao som do vento
Num murmúrio de voz que te envolve em aromas 
de flores e de ternuras...
 E a minha voz te segue a distancia... Sussurrando-te
Que era somente na espera de ti que viajei nos astros...

Mas... Calo-me!
Aspirava ao mar, às ondas, as gaivotas, as conchas,
A vontade de estar contigo, a tua fragrância que ainda guardo.
Tatuado em minha pele.
Mergulho num mundo onde os sentires se movem
Ao sabor da brisa... Que passa de mansinho...
Ah! Como é difícil ficar sem teus beijos...
É o desvario
Sabor há tanto tempo esquecido...

Celina Vasques

terça-feira, 31 de julho de 2012

Tormentas...




Tormentas...

Minha vida perdeu-se por completo
E tu jamais te importaste em ver esta
Paixão pungente que tenho dentro
Do coração partido!

Ah! Jamais prestaste atenção quando
Escrevia-te poemas de amor falando-te
Das minhas dores... Da minha alma
Que reclamava em prantos, por teu amor...
Por teu carinho...

Rejeitaste os meus abraços,
deixaste que rolassem por terra...
Os meus sonhos... E acalantos de ti!

Hoje, longe, além das estrelas,
Viajando por estradas.
Que não têm volta... Onde sombrias nuvens
Tormentas que me arrebatam
 O derradeiro anseio,
Flagelando-me a dor...

 E quanto mais a escuridão
Cobre minhas trilhas e me aparta da vida
Mais distante estou dos dias claros onde com certeza
 Teria minha alma liberta!


Celina Vasques

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Esperança...


Ah! Esta sensação de saudade
Que me invade a alma... Mergulhada nesse oceano de desilusões
Onde meus desejos mais profundos afogaram-se
Nas tormentas... Deste mar agitado chamado paixão!

Meus devaneios subiram às nuvens
 Buscando o silencio e a quietação
 Na espera de transportar-me para a eternidade
E neste efêmero momento enxerguei flores de todas
As cores nos precipícios profundos...

Um mágico fluir de plenitude e serenidade...a esperança
de novos dias...
quem sabe, talvez...
Ainda que este amor magoado
tenha naufragado nas águas
Da ingratidão!

celina vasques

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Infindo sofrer!


Meus olhos fitaram além do horizonte
Como nunca antes aconteceu
   - Infindo sofrer-
E o peso do mundo espalhou-se sobre mim...
Minha vida perdeu-se por completo
Tentando num soluço triste esquecer o sofrimento
De minha existência angustiante...
Minha essência afogou-se no mar
 precipitando-se nos oceanos...
Onde abismos abriram-se
 sob meus pés calejados...
Buscando no silêncio
Nebulosos sentimentos de saudades
   -  de tempos que eu cria Felizes -
Mergulhados nas desilusões do 
meu ser profundo!

celina vasques

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Nascer...




Dias foram passando... E no mais oculto do meu ser
Meus sonhos transpunham a natureza viajando
Por montes... Vales... Selvas... Estradas sem fim...
Aventurando-me em vão fazendo de meus desejos
Mais ardentes pétalas flutuando quais plumas
Volitando soltas e numa liberdade total, nunca antes.
Acontecida... 
Um êxtase... Num mágico fluir de um mundo poético!

celina vasques

terça-feira, 24 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lembro-me de ti!


Os anos vêm passando, mas eu ainda te sou fiel...
E a tudo que te prometi!
Lembro-me dos nossos dias a todo instante
Hoje, amanhã, sempre...
Entendi que amar é importante para
 Que sejamos completos...

Pensar em ti me dá orgasmos de felicidade
Quero te ver!
Para lembrar quanta ternura, 
dos momentos inesquecíveis que vivemos...
A vida é um encontro de outras vidas passadas
 E eu tive este encontro contigo...
Uma narrativa de amor descontinuada... 

Sinto o vento neste dia lindo de verão...
Relembro este amor que perdi e gira em torno de mim
Qual a brisa a murmurar...
Sussurrar... Em meus ouvidos teu nome amado...

 E destrói todos os meus caminhos
Faz-me adormecer de paixão... Sem despertar a razão...
Aprisiona o meu coração e o abandona a própria sorte

E assim segui em frente... Seguindo o vento...
Sem temores e dores...
E hoje restam apenas lembranças... Fugazes!

celina vasques





domingo, 24 de junho de 2012

Águas mornas...das minhas mágoas...




Quedei meu corpo nu, em harmonia perfeita
Silenciei o brado do lamento de meu oculto soluço...
Afundei neste mar de contradições
Desabou sobre mim o tempo.

Escutei meu coração e sonhei... Sonhos fantasiosos

Derramei nas águas todas as minhas mágoas
Apagaram-se todas as mensagens
de meus versos onde eu escrevia esta dor esquecida...

Plantei sentimentos... Colhi devaneios
Fecho os olhos e vejo desenganos
Lembranças de uma viagem chamada solidão!

Às vezes choro só

Sentindo em minha pele as águas mornas
De uma maré cheia...
Ali morrem todas as minhas angústias... Na areia!


E assim, escureceu lá se foi o dia. 

O nevoeiro envolveu tudo num véu de nostalgia

celina vasques

segunda-feira, 18 de junho de 2012

refletindo...




Hoje eu despertei refletindo no que aconteceu”...

“O mais estranho é que nas minhas lembranças

“Apagou-se o que um dia pensei ser meu grande amor”,

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"IMPOSSIVEL VIVER SEM TEU AMOR"

"IMPOSSIVEL VIVER SEM TEU AMOR"


  

Não compreendi...

Tu estavas ali

eu e tu juntos...apaixonados

Pensei que era para sempre...

Jamais poderia saber

Que apenas o sentimento atravessaria fronteiras,

tempo, o infinito...

cantarolavas aquela canção e de repente lágrimas

desceram de meus olhos ...nao sei porquê...

um aperto no coração...num adágio, talvez...

e eu durante toda a estrada da vida perguntei-me

por que aquela melodia tocou-me tanto...

falava de algo que jamais poderia acontecer

o sol jamais poderia sair do céu..

e o oceano deixar de atingir o litoral....


Assim como era

Impossível viver sem o nosso amor...

 

Só que ao invés disso tu te afastaste ...


e eu jamais te esqueci

E para mim, foi simplesmente

Impossível viver sem teu amor!

sexta-feira, 8 de junho de 2012




Afinal, o que procuro?

Se eu pudesse desenhar o destino

Numa estrela maior

Apagar os dias tristes desta louca saudade

quando meu olhar se perde na chuva que cai ...


... ao som deste silêncio que me tortura e sopra


 suas notas de nostalgia

e vai vagarosamente eliminando os meus sonhos.


celina vasques


sábado, 2 de junho de 2012

volte pra mim...



Doces anoiteceres escutam esta meiga melodia
 Num encanto delicado e sereno e em suaves sussurros...
no silêncio deste imenso e lindo jardim...
Mil versos escritos com meu pranto... 
São lágrimas de solidão... De um poeta que sofre
Por esta distância... 
Deixo na brisa
A minha suplica de amor:
 Volte “pra mim”!