sábado, 9 de maio de 2015

Serpenteio ao anoitecer...









E vou me arrastando...
No insano  momento vivido entre neblinas...
E chegando vejo o vento volitando
As mágicas vidraças deste castelo de ilusões...
E como foram longas as estradas
Em que caminhei... Em silencio...
Perdida...
Sentindo frio... nas noites 
e a pele inflamando no passar dos tempos...

Dias vieram e se foram...
Ao encontro dos desencontros...

Eu tinha um coração tão ardente e um
Corpo majestoso da soberba paixão
Com a melodia dos ventos impregnado de ti...
Volto mergulhada em rios que
Incidem sobre o silencio dos versos
Ergo a taça brindo o poema
E a confusão noturna da voz!


celina vasques

terça-feira, 5 de maio de 2015

TU SOMENTE TU ...

Antes de ti jamais amei ninguém
E achei que era crível ser corpo para sempre cingido
Não apenas vendavais de devaneios cativos ao espírito
Dando-me uma ilusão partida que me trouxe
Ecos de angústia...

Seguirei os pássaros que habitam em mim
Assistindo misturar-se nas ondas o pranto de uma gaivota...
Dando-me a leveza dos versos... Tormentas de um poeta

 Nunca mais chegar... Nem partir...
Nunca mais crer em amores avassalantes...
Foste o único e somente tu...





celina vasques



sábado, 2 de maio de 2015

TE AMO TANTO!

E eu aprendi a te amar tanto... Mas tanto
Que não consigo mais descrever o amor com outras palavras...
Que não seja o teu nome!

CINZENTO...



Os dias entardeceram no início da manhã
Temporais acinzentaram os céus...
O mar raivoso adornou a praia...
E as gaivotas voaram e escondidas apreciavam
Nas sombras a ausência do sol
Que abrandou neste tempo frio sem ardor...

Escutei os dias murmurarem a claridade extrema
E vi apenas pisadas na areia...
Que repousou sobre mim... Com seus acordes...
E adormeceu meu sono... E sonhou meu sonho...
Silencioso
Eterno...




celina vasques

sexta-feira, 1 de maio de 2015

ATÉ PERDER O ALVO...

Descalça eu estendo a rua
Praticamente nua
Até perder o alvo na
Sucessiva claridade para o principio dos sinais
Liberta dos sonhos e das fantasias
Tento alcançar a liberdade
Sem aprisionar as ânsias em
Brado de saudades e de melancolia
Ascende-me a frente abismos
Que me ameaçam a alma
Do palato celeste nuvens de um
Branco de neve desce a paz na pisada íngreme...


celina vasques


sábado, 25 de abril de 2015

Tontas ilusões...








No silêncio absoluto deste teu coração fechado
Trancado a chave...
Com um sorriso disfarçado de inquietude e solidão...
Num ruído mudo de silêncio onde eu inventei uma chuva
Que se transformou neste mar revolto onde maremotos e
Tempestades anunciam
Almas ambíguas de tontas ilusões...

Eu escrevi  as angustiadas palavras em versos caídos...
E me pergunto quem sou eu que te amo
Mais que tudo...
Mas me enganas numa cruel
Satisfação de saber  teus os meus pensamentos
A tua vontade ser a minha vontade
E me dominas com tuas carícias... E eu gosto
E me entrego...

Sou uma insignificante alma perdida
Apaixonante e contaminador são este desejar
Ouvi as ondas tocando quais queixam antigas canções...
Escuta deixa-me perecer com as tuas lembranças
Ou então parte para sempre e me esquece nas tempestades!






celina vasques

sexta-feira, 17 de abril de 2015

VEM ALMA MINHA...







Quero apenas as manhãs aprisionadas
Ao teu corpo meu mais doce desejo
Minha oração sussurrada em meio a
Gemidos... Num ingênuo viajar de sonhos...
Vendaval de ilusões cativo no meu coração...


Vem alma minha... Sempre haverá um novo tempo
No encontro de um desencantado...


Este sonho seduzido transportou-me á dor...
Mas seguirei meus passos caminhando quais pássaros voando
Olharei o mar... E verei as ondas tocando nas pedras
Verdadeiros lamentos melodiosos...


Mas quero apenas escuta-las... Como se fossem
Palavras vindas de ti... A misturar-se com canções e a
Meus lamentos de amor... Que um dia calei... 


CELINA VASQUES

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Dilacera-me...




A lua e as estrelas desprenderam-se do céu e caíram no mar...
Dilacera-me...
Alma feiticeira... Trás deste teu mundo mágico
O perfume de incenso e das sedas...
E enche de saudades este tonto coração
Por que me abandonas a minha sorte
Misterioso amor de olhos que
Cintilam constelações... Alma gêmea
Morada da minha paixão louca...
Porque vieste tanto tempo depois de mim?
Tantas perguntas... Nenhuma resposta...
...e a brisa entra pelas janelas... Tristes janelas
Depois deste meu sonho fragmentado
Donde vejo o mar... Que me separa de ti!
 
 
 
celina vasques

CELINA VASQUES


sábado, 11 de abril de 2015

Tenho saudades ...




Tenho saudades do lugar onde
Amamo-nos nas madrugadas
Tenho saudades dos sonhos que nós sonhamos
Sinto os seus olhos lindos e quero
Atravessa-lo para sempre... E dizer-lhe que é
Meu único amor... 


Sinto falta deste amor tanto... Mas tanto!
Sinto falta daquele sorriso que me leva ao céu...
Onde estrelas
Quando encontradas umas perto de outras parecem iguais...
(mas não são)


Sinto falta do toque que me confortava
Em momentos de desespero...
Sinto falta de cada parte de todos
Os segundos que passei com ele...!

E do meu olhar perdido no devaneio distante
Goteja em murmúrios sussurrantes lágrimas de saudades
Que se transformam em lago ondulante...
Alagando a face...

E tu alma minha, que és quase a minha essência. .
Traz-me um pouco de ti como se eu fosse um pedaço de mar
Mergulha em mim... Nas minhas entranhas...
E com o silêncio de tua voz serena as minhas dores...
E eu novamente... Acalentar-te-ei no meu peito...!


CELINA VASQUES

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Trazes o mar nos olhos teus...


E eu em silencio bebo cada gota deste verde
Deslumbrante...
Apaixonante e contaminador também são este ansiar por ti...
Sem teu amor... Nada sou...
Talvez... Uma sutil alma delirante...
Este é o meu momento de devaneios coloridos...
Onde escrevo poemas de amor
Para lê-los no sussurro de um palato crepuscular...
Onde te buscarei para poetizar entre palavras de carinho e ardor
Todo o meu querer...




celina vasques



sábado, 28 de março de 2015

Uma pena...de pássaro!

 
 
Caço uma pena no vento... De um passarinho
Que fugiu...
E eu, passo muitos dias e horas...
Buscando-o em todo amanhecer
E eu escuto seu cantar longínquo...
Que a brisa me trás... Longe... Muito longe
onde não posso alcançar
Mas ele é apenas uma pena no vento!



celina vasques

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sopro de anseios...dos sonhos!








Após um sonho... Sonhado em meio a temporais...
Despertei algumas vezes em total agonia
Viajei no absurdo, dissolvi as travas da memória...

 Este sonho foi como um sopro de anseios...
Onde eu caminhava por caminhos repletos de dourados presentes...
E luminoso passado...
Imaginei a ironia num tom de morna brisa
Sonhos são assim... Promessas de realidade...

É na vida que continuarei a plantar sonhos
Jamais terei medo das noites que chegará sempre
Cheia de delírios e ilusões e eu
Seguirei a pintar sorrisos, destruirei desilusões...

Minha alma estará sempre aberta ao despontar da aurora
Esperando a realização dos sonhos a cada novo amanhecer...


Celina vasques

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sou eu...e tu quem és...




 


Sou eu o silêncio de um crepúsculo que desenha
A inércia do tempo  insano onde a neblina sussurra
No vazio de uma memória lenta...
O irrestrito adágio...
Sou eu o inquieto sentir viajando caminhos vagarosos do amor
Sou eu o grão de areia de uma maré intensa
Sou eu o momento tatuado num chão onde as palavras são
Escritas com paixão!
Sou eu a chuvinha fina que molha as calçadas...
Sou eu a lágrima que escorre em vidros de janelas fechadas...
Sou eu na ternura dos versos vagando nos sonhos...

E tu quem és: Talvez o pássaro selvagem disfarçando voos no horizonte
Gesticulando tuas asas na nostalgia da minha poesia!

Celina vasques

terça-feira, 24 de março de 2015

Tempos díficeis...



 



 

São tão breves os dias felizes...
E caminho por trilhas em tempos difíceis
É dolente os caminhares... E fui muito
Verdadeira neste meu amar... Silente!
Cruzei desertos do meu desgosto
E quando me detive aqui junto ao Mar
 No sobressalto de um firmamento azul
Admirei este horizonte e te lembrei...
Recordei momentos sublimes... Teus olhos febris...
Teu sorriso forte...mas venci...
... Mais um dia em aconchego a tua essência...


 celina vasques

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tudo é precioso nas asas do tempo...


Que passa atenta... Voando lenta ao sabor do vento...
Quais são os teus rumos eu pergunto...


- Nalgum lugar onde o sono seja povoado de estrelas
A beira mar...


E eu respondo -
“mesmo que tu sigas estrelas”...
Pensando em vê-las brilhar...
Elas brilham pra ti... No teu olhar!”


As noites ocultam tantos mistérios
Eternizados pelo luar... A mim revelados
E eu te eternizarei...
Ao teu leve toque qual foras uma doce brisa...
A me beijar!



celina vasques

quarta-feira, 18 de março de 2015

São tantos... Os dias de solidão!

  


Busco-te no Mundo... Acho-te em mim...
Ah meu amor!
A tua essência extasia-me... Mas fere... E dói..
.
Meus sussurros... Cortam a noite...
Tem vezes que penso coisas tão vazias do sentir...
Mas é preciso despertar o silêncio... Tantas desesperanças
Tantas dores dentro do coração...


Não sei se o anoitecer é a melancolia das tardes que morrem...
Aprisiono o vento...
Desejo guardar pedaços do céu de uma primavera que vivemos juntos...
Venturosos momentos!

Quero ficar aqui em frente ao mar... Serena...
Vigiando o verde que emprestou ao meu olhar...
Esperando a noite companheira de minha solidão!


Celina Vasques

segunda-feira, 16 de março de 2015

Quando as palavras são mais profundas




Hoje não vi passarinhos... Sobrevoando no alto verde
Das arvores...
Descubro que minhas lágrimas dilaceram horizontes...
Uma agonia disfarçada de inquietude e revolta
E no meu silencio planto saudades
Deste meu anoitecer sem ti...


Mar atravessando montanhas e rasgando as rochas
Mas há uma estrela que insiste em não ir embora...
Exalando aroma deste amor que veio sereno do nada...


No êxodo deste instante escrevo canções
Em sutis tremores toca ainda minha essência...
Regresso ao tempo onde guardei minhas memórias...
...passarinhos chegam sempre no final do dia! 



celina vasques

domingo, 15 de março de 2015

PALAVRAS E VERSOS...






...E com palavras e versos que invadem
As brumas noturnas... Já são incertas as brisas de Outono
Folhas voam ao silêncio da tarde que morre...
Descubro nas minhas queixas uma saudade tão antiga...
Que me acariciam nas noites e me separa da solidão...

quinta-feira, 12 de março de 2015

Encontraste-me!






 
Aspiro entender o segredo de teus versos...
Quero surgir deste tal vulcão que te queima
A alma...
Oculta atrás de meus flamejantes olhos
Leio teus poemas com ânsia... Pois nas entrelinhas
Sinto tão doce os contornos esboçados nas sombras
Das noites minhas... Que almejas serem tuas!


Estive até aonde os anseios renascem
Não há desvelo quando não se sente amor...
Ah! E este meu coração que arde...em chamas!


Encontraste-me...
E eu te achei em formoso e breve tempo
Viajando quem sabe, em flumens brandos...
E eu já te amo assim perdidamente!



Celina vasques

domingo, 8 de março de 2015

Nesta manhã...









Numa prolixa e intrigante calma
Nesta manhã brotei como se fora uma
Rosa vermelha qual a saudade que me  tocou a alma
Há nos dias ditosos um juramento do eterno
Um oceano onde se agitam mil ondas
Uma melodia rompe o meu silêncio
Pássaros cantam na minha janela...
Hoje é o Início de todos os outros dias!


celina vasques