terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

UM OLHAR PARA ALÉM DA NOITE


 






E vejo o mar... e sinto a brisa a afagar meu rosto...
e o aroma das flores na minha varanda... E beijo o silêncio
Qual se fora folhas de outono a volitar na tentativa de
Alcançar o tempo que se foi...

Ah! E as nuvens viajam no palato celeste
Cruzando as alturas...
Em meu peito ardem as lembranças que sorvo
E viram estrelas que brilham nas noites dessa profunda solidão...

E arde em meu peito esta saudade... Que incendeia e sangra a minha alma solitária
E fantasio com sonhos que se eternizam em meus versos...
... inquieta lanço um olhar para além da noite
À espera de ti!



Celina vasques

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

E voam anjos...


...eu os vejo pela janela...
e pra eles sopram os ventos nostálgicos...
E a efígie acorda os sentidos... As  emoções...
procuro na memória momentos perfeitos...trilhas perdidas...
Alucinação... no orvalho da manhã
somente  o teu rosto esculpido na vidraça
por meus dedos... Desnudos...

 O real e o irreal da paixão  nos permite viajar
Na brandura do tempo... E no meu silêncio existe um mundo intenso
De sons...na metamorfose dos meus sentires!

celina vasques



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Proseando...

Tem dias que acordo atacada por uma veia poética onde sou capaz de escrever mil poemas de amor ao me sentir perdidamente apaixonada pelo indivisível...algo hipotético que acho que foi vivido em outras encarnações...daí me ponho a ouvir melodias que me fazem lembrar alguma coisa, um não sei quê...de encantamento
de misterioso...não sei dizer...talvez escrever...escrever...escrever...fechar os olhos e levitar literalmente sobre todas as palavras escritas ...talvez para anjos e arcanjos..e debruço-me sobre meus poemas, meus escritos e procuro descobrir vidas que vivi...
ou talvez pedaços de vida vivida em minha infância e adolescência que hoje me parecem tão distantes ...e que o tempo levou e não trouxe de volta...o tempo não volta!
E me vejo chorando com saudades de algum pedaço vivido amarelado pelo tempo...mas não apagado pois permanece em minha memória e meu coração!



celina vasques

Levitando em ilusões...








Atravessei todas as portas da solidão
Em meu olhar desfilam episódios gravados em minha memória...
São verdes meus olhos...
Agora sei que são filhos deste Mar...
Que me envolvo com seus ruídos e sua força...
Onde fiz amor em devaneios no meio de tempestades e ventos fortes!


Nos meus sentires...Nas contradições do amar e do desamor...

Às vezes amo-te...outras odeio-te..
Perco-me e novamente encontro-me a navegar
Por águas calmas...outras
Levito sobre meus sentires... E novamente entorpeço
Na fragrância do dia que amanhece!


celina vasques














sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meus sonhos se desfizeram...




Quais ondas...
Como se fossem eternas e encantadas
Serenatas de sereias...

Entre o azul do céu e a imensidão do mar
Meus passos entorpeceram
Embalados pelas tuas águas
Sem rumo... Sem bússolas...

Por muitos mares viajei
Conheci terras distantes... Abracei ondas
Que nas areias das praias...
Em furor travaram lutas ferozes
Batendo nas pedras... A marulhar...
A espumar...

E nessas águas espalhei
Todas as minhas mágoas...
Pois... Eu precisava chorar...gritar...
Todos os meus segredos... 
Todas as minhas sonoridades...
Todo o meu silêncio!

celina vasques

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sussurro dos tempos...






No giro completo de um luar
Voa este espírito ardendo de paixão...
Ergue anseios nos montes do tempo
Como ama este coração... Não se cansa de amar!
Inventa poemas, em tardes frias...

Tatua memórias no meu peito... E deixa
 Palavras perfumadas que invadem o meu ser...
Não existe distância entre o coração e a razão

No êxodo deste instante sinto a fragrância das lembranças
o aroma do incenso..cravos e flores...
Estou aqui calada
Escutando o sussurro dos tempos..
qual tocasse as nuvens ao vencer o mar bravio...




celina vasques

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Em chamas...



 
Segui teus passos
Como quem segue a vida
mas eu conheço a tua estrada.
Teus desejos discretos... Teus vácuos...
Meus passos marcaram no
tempo e no silencio da noite...

Ao longo da praia deserta meus olhos alagados
E minha alma brada e incendeia–se junto com este céu
Em chamas... Na busca constante do teu grito de amor
Dentro desta alma minha que você dilacerou..



celina vasques

Esperei toda uma vida!





Já nem sei mais quanto tempo!
Mas... O que esperei?

Faço imaginários gestos... Tenho asas... Sem penas...
Sou rosa despetalada... Sou rio sem correnteza...
Onde escorrem minhas lágrimas e a minha tristeza...

O que esperei?Talvez numa vida inteira caminhando
Com meus cabelos soltos esvoaçados... A provocar os ventos
Deste inverno gelado!

O que esperei durante tanto tempo?
Eu levava nos meus olhos a esperança luminosa
De um palato azul longínquo...
E o deslumbramento das noites estrelarias...

E nas noites de luar  me deitava
Sobre a relva de teu hipotético corpo
E assim juntava-nos numa lânguida quietação...

...meus lábios sedentos feridos
De ardentes beijos  que jamais dei...
O que eu esperava...Amar e ser amada!


... Talvez



Celina Vasques

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Fuga...

 
E passei...e não olhei para trás...não te vi...nada vi...
Não te sorri...fugi...
E desde este dia nunca mais te vi!
Aqui ainda sou eu que assim de passagem
neste mesmo lugar desta viagem
Com  meu corpo maculado pelos
ventos que sopravam dos desertos
refugiado....
e que a brisa me receba com
seu tépido ares e no meu findo
Alento poder prosseguir...
E o silencio que acerca-se
Nos meus murmúrios que sussurram
Nas trevas insolúveis
Das noites onde repousa 
a minha quietude de ti!
celina vasques

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Seduz-me...



.

Extasia-me amar-te...

Seduz-me como meu amante

E te amarei sem mistérios nem enigmas

Com este desejo forte e constante...

E que nem a eternidade será capaz

De destruir...

Muito embora eu te repita todos

Os dias e em todas as noites essa minha paixão

Com o encanto das juras... Dos enamorados

Peço-te ainda mais uma vez que me possuas

E creias em mim...

Pois hei de amar-te para sempre... 


celina vasques



 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O despertar...

 

O dia despertou em mim pensamentos
Plácidos...contemplativos...
Olhei em volta toquei a vida e viajei nas asas de um pássaro...
E iniciei um passeio inventado!
Imaginei uma viagem ao redor do mundo... Não este cheio de
Batalhas e extermínios...
Mas um mundo melhor onde a bondade... A serenidade e a paz
Seja a realidade de todos nós filhos de Deus!
Idealizei a nascente cuja água fresca satisfaça a sede de todos nós mortais
E cuja vida é tocada por mãos celestiais...
E ao final desta minha viagem inventada sentir este sol de verão
Em manhãs abençoadas!


celina vasques

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Hoje...ao entardecer!



Neste entardecer saudosa... Escuto canções
Eu mesma as estou tocando ao piano...melancólica..

No êxodo deste sentimento que me aperta o peito
Escrevo frases... Apenas frases...
De dor outras de doçura...

Ai! Este tempo que enlaço e que passa veloz...
E ressoa em enigmáticos e solitários
Sentires...

...tenho a alma ausente de alegrias...
Arde em mim esta fragrância de sonhos arredios...
Escorrem lágrimas destes olhos tristes...

Memórias de mim... Uma poetisa triste...
Talvez...
Sou um pássaro sem asas neste lindo entardecer!

Celina Vasques II

Eu apenas... Sou mar...






Sou mar rasgando as rochas...

Sou maré errante enfurecida pelos ventos fortes
Atravessei montanhas... Vales... Serras...
Percorri em fúria magoada ...lugares...arrebatados...

 Em mim nas minhas geladas águas mergulharam dores...

....o lamento dos deuses...grandes amores..

alegrias...tristezas...enfim...


Às vezes navego em calmaria...

Em mim moram sereias encantadas...
E em mim prendi teu verde olhar...


E sou mar. sempre serei Mar..



Sou quase um sonho... Encanto os enamorados...

E deixo que a lua brilhe e ilumine as noites fazendo de mim
Um encantado!


Sou maresia de outono... Dentro do teu olhar...

Sabes meu amor... Sou uma essência fria... Talvez banal!

Hoje abro minha alma aos mais belos momentos...
Eu apenas ... Sou Mar!

Celina vasques

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A minha mal amada alma se revolta...











E decidiu dar outros rumos à minha essência...
Fazer-me caminhar por entre flores e perfumes...e muitas cores...
Deixar de caminhar em rumos incertos...
Sentir em minhas narinas aromas de saudades das rosas
Do jardim de minha infância...
E em arrepio e suspiros...
atravessar montanhas floridas de lírios fulgentes...
E abrir os braços ao vento de todas as almas
... e despi-la ...
Esta alma mal amada
quer apenas adormecer nos braços de tua alma querido e
Nunca mais ver nossos devaneios cessados!

celina vasques

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Lixão...








E no logro de aglomerados o martírio pernoita...
nos cacos de ruídos entorpecidos
e nas deficiências chamuscadas na pele dos eternos catadores...
e prosseguem ao contemplar a cor rubra do entardecer...
... e no tilintar noturno de hipotéticas canções!



celina vasques

domingo, 18 de janeiro de 2015

Voos de fantasia...





Busco-te numa estrela poética
Em estrofes... rabiscos...versos e rimas...

Convoco o vento forte...
Para que me leve nas suas asas
e nesses meus voos de fantasia
saboreio o vai e vem das marés...

E volto a sonhar e te vejo
E fico encantada...enamorada
Ao ver o sol deitar-se...

E neste entardecer
Fico a recitar poesias loucas
Com palavras cheias de paixão...

As palavras dançam...numa harmonia encenada
Nossos corpos unidos...na minha visão de ilusão!

celina vasques

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Tormentas...ventos!







Arrastam-se no murmurar secreto das tormentas
o eco dos versos recheados de anseio
que escureceram no calor distante dos corpos ausentes...
dos translúcidos afagos...
Memórias devastadas pelo tempo..
E que sempre arrasto pela vida...
Onde pernoitam fragmentos de segredos entorpecidos...
De repente ruíram os sonhos...hoje...
Deixei de ver o teu vulto desenhado em minha retina...



celina vasques

Sonhos...o que restou da vida!










( )...e eu sonhei contigo...
E te vi nas noites cálidas em frente ao mar...
Fecho os olhos e recordo-me
Em tempos idos teus doces abraços
Enquanto eu navegava mansamente pela vida...
Estive longe... Onde os anseios renascem...
e o crepúsculo se finda... Encontrei a noite...
... e uma lágrima de profunda saudade...( )


celina vasques

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

a fúria dos ventos...



 
Deixa-me envolver
no murmurar musical das ondas do mar...
e nelas num bailar de melodias
entre  seus  gemidos abandonar-me
a fúria dos ventos que me arrebatam de ti

celina vasques

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Melodia da alma...




As melodias que saem nas notas de meu piano
Foram tocadas a quatro mãos
- as minhas e as tuas –
Um solo ao piano que guardava segredos
De momentos de profunda paixão...


Estivemos assim em muitas vidas
Tu e eu em divinais momentos...
Andamos de mãos dadas
Nos bosques verdejantes por onde passamos
E nos beijamos... E nos entregamos nesta paixão em versos
E tatuamos nosso amor em nossa pele e fizemos nossa história


Ao som de sustenidos e bemóis
Canções de amor que dançávamos ao luar...


E encantados guardamos as lembranças... e ressuscitamos
E navegamos encantados pelas águas mansas dos rios...


E em nossas imagens refletidas neste espelho d’água
Podemos ver nossas almas...


Reconheces-me amor?



celina vasques

domingo, 11 de janeiro de 2015

Letárgico...

 




Eu me chamo solidão e tu te chamas saudade...
Escuto os passos do tempo...
E neste letárgico é a minha sina de poeta...

Nesta ansiedade rejeitada
levo comigo a tempestade
e na melodia dos raios e trovões.
Tu não vês a minha amargura
e esta dor verdadeira
deste sonho fragmentado queria apenas
Enganar o acaso...

celina vasques

sábado, 10 de janeiro de 2015

Saudade das lágrimas derramadas...


 


 

A saudade
Me envolveu
E permaneceu em mim,
desde o momento em que te vi...
Saudade das lágrimas derramadas...
Saudade dos suspiros
Dos ais e dos gemidos
Que imaginava escutar
No silencio da noites
Do lamento e da loucura
Da minha saudade sem fim...




celina vasques

Anseios...da alma!



 
Depois de te prender por segundos no meu olhar
ficaram longos os dias...


Quais pássaros que apenas fecham os olhos ...Mas não adormecem...
Para ficarem apreciando a beleza das noites
À espera do nascer de um novo dia...
eu desperto nas manhãs...
confusa... imperfeita...
Por ter um coração irreal... Poético...
Que se envolve no murmurar secreto das tormentas...


Tenho a contemplação de raros tempos... E ainda escuto murmúrios
De desejos antigos... Que anoiteceram na ausência do teu corpo...


E a noite entorpece...acontece...como te acorrentar a este olhar?


Na aurora fusca do dia
a mansa brisa cobre meu corpo
De penugens loiras arrepiadas e de sentires mil...
Quais respostas dos ventos a meus multíplice anseios...da alma!



celinavasques