terça-feira, 24 de março de 2015

Tempos díficeis...



 



 

São tão breves os dias felizes...
E caminho por trilhas em tempos difíceis
É dolente os caminhares... E fui muito
Verdadeira neste meu amar... Silente!
Cruzei desertos do meu desgosto
E quando me detive aqui junto ao Mar
 No sobressalto de um firmamento azul
Admirei este horizonte e te lembrei...
Recordei momentos sublimes... Teus olhos febris...
Teu sorriso forte...mas venci...
... Mais um dia em aconchego a tua essência...


 celina vasques

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tudo é precioso nas asas do tempo...


Que passa atenta... Voando lenta ao sabor do vento...
Quais são os teus rumos eu pergunto...


- Nalgum lugar onde o sono seja povoado de estrelas
A beira mar...


E eu respondo -
“mesmo que tu sigas estrelas”...
Pensando em vê-las brilhar...
Elas brilham pra ti... No teu olhar!”


As noites ocultam tantos mistérios
Eternizados pelo luar... A mim revelados
E eu te eternizarei...
Ao teu leve toque qual foras uma doce brisa...
A me beijar!



celina vasques

quarta-feira, 18 de março de 2015

São tantos... Os dias de solidão!

  


Busco-te no Mundo... Acho-te em mim...
Ah meu amor!
A tua essência extasia-me... Mas fere... E dói..
.
Meus sussurros... Cortam a noite...
Tem vezes que penso coisas tão vazias do sentir...
Mas é preciso despertar o silêncio... Tantas desesperanças
Tantas dores dentro do coração...


Não sei se o anoitecer é a melancolia das tardes que morrem...
Aprisiono o vento...
Desejo guardar pedaços do céu de uma primavera que vivemos juntos...
Venturosos momentos!

Quero ficar aqui em frente ao mar... Serena...
Vigiando o verde que emprestou ao meu olhar...
Esperando a noite companheira de minha solidão!


Celina Vasques

segunda-feira, 16 de março de 2015

Quando as palavras são mais profundas




Hoje não vi passarinhos... Sobrevoando no alto verde
Das arvores...
Descubro que minhas lágrimas dilaceram horizontes...
Uma agonia disfarçada de inquietude e revolta
E no meu silencio planto saudades
Deste meu anoitecer sem ti...


Mar atravessando montanhas e rasgando as rochas
Mas há uma estrela que insiste em não ir embora...
Exalando aroma deste amor que veio sereno do nada...


No êxodo deste instante escrevo canções
Em sutis tremores toca ainda minha essência...
Regresso ao tempo onde guardei minhas memórias...
...passarinhos chegam sempre no final do dia! 



celina vasques

domingo, 15 de março de 2015

PALAVRAS E VERSOS...






...E com palavras e versos que invadem
As brumas noturnas... Já são incertas as brisas de Outono
Folhas voam ao silêncio da tarde que morre...
Descubro nas minhas queixas uma saudade tão antiga...
Que me acariciam nas noites e me separa da solidão...

quinta-feira, 12 de março de 2015

Encontraste-me!






 
Aspiro entender o segredo de teus versos...
Quero surgir deste tal vulcão que te queima
A alma...
Oculta atrás de meus flamejantes olhos
Leio teus poemas com ânsia... Pois nas entrelinhas
Sinto tão doce os contornos esboçados nas sombras
Das noites minhas... Que almejas serem tuas!


Estive até aonde os anseios renascem
Não há desvelo quando não se sente amor...
Ah! E este meu coração que arde...em chamas!


Encontraste-me...
E eu te achei em formoso e breve tempo
Viajando quem sabe, em flumens brandos...
E eu já te amo assim perdidamente!



Celina vasques

domingo, 8 de março de 2015

Nesta manhã...









Numa prolixa e intrigante calma
Nesta manhã brotei como se fora uma
Rosa vermelha qual a saudade que me  tocou a alma
Há nos dias ditosos um juramento do eterno
Um oceano onde se agitam mil ondas
Uma melodia rompe o meu silêncio
Pássaros cantam na minha janela...
Hoje é o Início de todos os outros dias!


celina vasques

segunda-feira, 2 de março de 2015

Nas asas do vento...






 Nas manhãs sempre acordo com a sensação
Que sou pássaro sobrevoando o céu...
Em meus lábios um sorriso ao pensar
 Num provável reencontro de sentires
...mas só encontro as asas do vento...
Arrancando meus sonhos em meio a tempestades
 Sem conseguir acalmar a dor... Da solidão...

Queria lembrar estes sonhos ao amanhecer
Mas... Perco-me em pensamentos e sentires...
Fecho os olhos a divagar sobre as lembranças...
Muitas vezes felizes...
Minha inquieta alma não me deixa ver onde jaz
 A verdade ou a ilusão... E eu sigo voejando nas manhãs
Em devaneios...levada pelo vento!


celina vasques

domingo, 1 de março de 2015

um olhar para a lagoa...





E de repente um olhar para a lagoa
Num preciso minuto abriguei meus sonhos
Vi refletida a luminosidade da Lua...
E nesta noite de saudades...
Imagino-me morar em teus sonhos felizes...
Murmurantes delírios no encontro da madrugada...


celina vasques

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

UM OLHAR PARA ALÉM DA NOITE


 






E vejo o mar... e sinto a brisa a afagar meu rosto...
e o aroma das flores na minha varanda... E beijo o silêncio
Qual se fora folhas de outono a volitar na tentativa de
Alcançar o tempo que se foi...

Ah! E as nuvens viajam no palato celeste
Cruzando as alturas...
Em meu peito ardem as lembranças que sorvo
E viram estrelas que brilham nas noites dessa profunda solidão...

E arde em meu peito esta saudade... Que incendeia e sangra a minha alma solitária
E fantasio com sonhos que se eternizam em meus versos...
... inquieta lanço um olhar para além da noite
À espera de ti!



Celina vasques

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

E voam anjos...


...eu os vejo pela janela...
e pra eles sopram os ventos nostálgicos...
E a efígie acorda os sentidos... As  emoções...
procuro na memória momentos perfeitos...trilhas perdidas...
Alucinação... no orvalho da manhã
somente  o teu rosto esculpido na vidraça
por meus dedos... Desnudos...

 O real e o irreal da paixão  nos permite viajar
Na brandura do tempo... E no meu silêncio existe um mundo intenso
De sons...na metamorfose dos meus sentires!

celina vasques



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Proseando...

Tem dias que acordo atacada por uma veia poética onde sou capaz de escrever mil poemas de amor ao me sentir perdidamente apaixonada pelo indivisível...algo hipotético que acho que foi vivido em outras encarnações...daí me ponho a ouvir melodias que me fazem lembrar alguma coisa, um não sei quê...de encantamento
de misterioso...não sei dizer...talvez escrever...escrever...escrever...fechar os olhos e levitar literalmente sobre todas as palavras escritas ...talvez para anjos e arcanjos..e debruço-me sobre meus poemas, meus escritos e procuro descobrir vidas que vivi...
ou talvez pedaços de vida vivida em minha infância e adolescência que hoje me parecem tão distantes ...e que o tempo levou e não trouxe de volta...o tempo não volta!
E me vejo chorando com saudades de algum pedaço vivido amarelado pelo tempo...mas não apagado pois permanece em minha memória e meu coração!



celina vasques

Levitando em ilusões...








Atravessei todas as portas da solidão
Em meu olhar desfilam episódios gravados em minha memória...
São verdes meus olhos...
Agora sei que são filhos deste Mar...
Que me envolvo com seus ruídos e sua força...
Onde fiz amor em devaneios no meio de tempestades e ventos fortes!


Nos meus sentires...Nas contradições do amar e do desamor...

Às vezes amo-te...outras odeio-te..
Perco-me e novamente encontro-me a navegar
Por águas calmas...outras
Levito sobre meus sentires... E novamente entorpeço
Na fragrância do dia que amanhece!


celina vasques














sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Meus sonhos se desfizeram...




Quais ondas...
Como se fossem eternas e encantadas
Serenatas de sereias...

Entre o azul do céu e a imensidão do mar
Meus passos entorpeceram
Embalados pelas tuas águas
Sem rumo... Sem bússolas...

Por muitos mares viajei
Conheci terras distantes... Abracei ondas
Que nas areias das praias...
Em furor travaram lutas ferozes
Batendo nas pedras... A marulhar...
A espumar...

E nessas águas espalhei
Todas as minhas mágoas...
Pois... Eu precisava chorar...gritar...
Todos os meus segredos... 
Todas as minhas sonoridades...
Todo o meu silêncio!

celina vasques

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sussurro dos tempos...






No giro completo de um luar
Voa este espírito ardendo de paixão...
Ergue anseios nos montes do tempo
Como ama este coração... Não se cansa de amar!
Inventa poemas, em tardes frias...

Tatua memórias no meu peito... E deixa
 Palavras perfumadas que invadem o meu ser...
Não existe distância entre o coração e a razão

No êxodo deste instante sinto a fragrância das lembranças
o aroma do incenso..cravos e flores...
Estou aqui calada
Escutando o sussurro dos tempos..
qual tocasse as nuvens ao vencer o mar bravio...




celina vasques

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Em chamas...



 
Segui teus passos
Como quem segue a vida
mas eu conheço a tua estrada.
Teus desejos discretos... Teus vácuos...
Meus passos marcaram no
tempo e no silencio da noite...

Ao longo da praia deserta meus olhos alagados
E minha alma brada e incendeia–se junto com este céu
Em chamas... Na busca constante do teu grito de amor
Dentro desta alma minha que você dilacerou..



celina vasques

Esperei toda uma vida!





Já nem sei mais quanto tempo!
Mas... O que esperei?

Faço imaginários gestos... Tenho asas... Sem penas...
Sou rosa despetalada... Sou rio sem correnteza...
Onde escorrem minhas lágrimas e a minha tristeza...

O que esperei?Talvez numa vida inteira caminhando
Com meus cabelos soltos esvoaçados... A provocar os ventos
Deste inverno gelado!

O que esperei durante tanto tempo?
Eu levava nos meus olhos a esperança luminosa
De um palato azul longínquo...
E o deslumbramento das noites estrelarias...

E nas noites de luar  me deitava
Sobre a relva de teu hipotético corpo
E assim juntava-nos numa lânguida quietação...

...meus lábios sedentos feridos
De ardentes beijos  que jamais dei...
O que eu esperava...Amar e ser amada!


... Talvez



Celina Vasques

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Fuga...

 
E passei...e não olhei para trás...não te vi...nada vi...
Não te sorri...fugi...
E desde este dia nunca mais te vi!
Aqui ainda sou eu que assim de passagem
neste mesmo lugar desta viagem
Com  meu corpo maculado pelos
ventos que sopravam dos desertos
refugiado....
e que a brisa me receba com
seu tépido ares e no meu findo
Alento poder prosseguir...
E o silencio que acerca-se
Nos meus murmúrios que sussurram
Nas trevas insolúveis
Das noites onde repousa 
a minha quietude de ti!
celina vasques