domingo, 31 de agosto de 2014

Noite de luar




A lua nos admira lá do palato 

E eu te beijo e tatuo em teu corpo

Esta paisagem de terra e mar
o tom do meu desejo
Que o tempo jamais ocultou...
E te acaricio em silencio...
e viajo na tua nudez...

e escuto tua respiração ofegante t

teus suspiros teus ais...e sinto saudades 
das cantigas...melodias mágicas...serenatas 
que escutávamos ao luar...

sonhando...na noite infinita 
- e ela a lua - 
serena ...pura...mas ínvida 
do nosso amor fulgente 
- dois poetas...duas almas ardentes -

e voluptuosamente espreguiçando-se 

em suas névoas...alvas...envereda-se no vale... 
e o dia amanhece!


celina vasques

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Quando eu for uma estrela...

...e serei uma estrela e meus versos te enternecerão..
E qual estrela brilharei e iluminarei teus olhos com a grandeza
Dos meus mais sublimes sonhos...

E em minhas frases enamoradas i
Saberás a força que trazia o meu amor...
E te farei sonhar e te levarei ao infinito mais
Brilhante do firmamento e te indicarei o caminho...
Até ao mais malicioso segredo
De coisas que nunca te disse...,

E olharás sempre.
Para as estrelas e me verás
e restará a memória dos poemas que escrevi
E eles viverão em ti... Consolando teu coração
já saudoso de mim...

E serei a estrela cadente para que faças um pedido
A meus movimentos luminosos
e serei a melodia de amor
A brotar da tua alma... Que eu não alcancei...
e abriras as asas e voarás...que nem pássaros...
Renovando as esperanças já perdidas!


celina vasques

domingo, 24 de agosto de 2014

No silêncio da noite...




...E provoco o silencio... 
E medito da minha janela olhando o infinito 
E rompo com a solidão
para escutar a linguagem das estrelas...
E contemplo o Céu... 

E escuto o som musical da natureza... 
Lanço-me no esplendor da lua... 
E nos mistérios da noite… 
Divago... Canto... E ao som de meus lamentos
vagueio... Neste teu amor tão transparente...

E a saudade me invade
das noites contigo...
do encanto dividido
e dos suspiros...Dos ais e dos gemidos,
rasgando o silencio da noite...



celina vasques

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Melancolias noturnas...


Tu que eu amei
Quis crer que era a alegria mesmo
quando tudo parecesse triste e insípido...
Sonhei tanto
Com dias felizes...
E não fomos mais que saudades perenes de algo
Que não houve...
E guardei meus sentires
E fomos distancia... E fomos emoções perdidas

A espera fiel
E vivi (e vivo), em ingênuo torpor buscando.
Este amor que perdi
Mas que nunca foi meu!

celina vasques

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Em nossos corpos






Amor... Ainda ontem o tempo
Passeava velozmente
Perdido do anoitecer... Enlaçando nossos
Corpos sussurrando palavras de
Ardor ansioso de paixão
Na inquietação louca de ser
O caminho... De uma estrada....sem fim...

Celina Vasques II

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Recebo-te em mim...


.
E toco-te
para ser teu corpo...
E respiro por tuas narinas
Para que seja a vida em mim...

E em tua saudade ser um sonho teu...
E ser teu mar para mergulhares em mim!

E conto-te um segredo sou eu quem vive dentro de ti...
E te dou meus olhos para que escrevas poemas e
que só viajes em mim...
Nas tuas amarguras e nos teus sentires...
Nas tuas alegrias... Quero ser tudo pra ti!

Quero ser tua inspiração... Adormecer e

 deixar que meu ventre
Receba-te e deleite do anoitecer até o alvorecer...
e descanses
Dentro de mim ouvindo a minha voz
A te dizer que serei para sempre tua!


celina vasques

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Algemas...

Coração... Rompe as algemas
que me acorrentam
a este amor perdido na fissura da vida...
Entra na alma que renasce da dor...
Seca o pranto do lago do olhar...
Segura o momento que continua em mim,
num tempo sem fim...

E a estrela viaja
Na quietude da noite fria... e eu fecho meus olhos
Para não vê-la partir...

E tu penetras em meus pensamentos... E eu continuo
Em êxtase alucinante... No estado de emoção
No meu íntimo dolorido, ardente por ti...

E minuto
 Versos...
De um poema que fala de um amor...
Reescrito por nós...






celina vasques

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Noturna...

(...)...a noite chegou de mansinho
Trazendo a este ser a nostalgia...
No coração as feridas...
Que surgem no peito mais profundas...
E o silêncio noturno... Arrancasse da emoção todo o pranto..
...e meu coração lamentará diante do fascínio das estrelas
Não poder vislumbrar o palato de anil... Agora trajado por brumas noturnas...(...)



celina vasques

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As luas...

Passei por tantas luas...
e foram tantas palavras de emoção
eternas... que foram presas à alma
que as dores do meu peito ...sumiram ...
e eu te amei...e eu te amei...
...e a noite

se tornam longas... por que estás aqui...e eu olho pra ti...
e vejo que as estrelas abraçam a lua...
e tudo me parece um sonho...e é maravilhoso!!!

  Celina Vasques

Branda brisa...




Porque os olhos da minha alma se cerram 
para não te ver?
...e tu...Qual é a matiz dos teus sentimentos?
na distância da aurora do tempo na
brandura rubra do meu corpo faminto...
... Naqueles momentos em que me sinto tua
Um minuto de branda brisa
desnuda meu pensamento e a noite adormece
Ao amanhecer do luminoso dia...
Entre a clareza dos versos e a voz verde do mar
Rola uma murmurante lágrima das
Minhas fantasias... . que quebram na face...
qual ondas na praia...
Sou gaivota ...e não preciso de olhos para poder voar...

celina vasques

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Não é fácil ficar sem você,

 


Desperto na noite e não te vejo
E não mais consigo dormir...
Na manhã quando o sol aparece, olho através da cortina...
É tão difícil conter o desejo de ir 

encontrar-te e uma saudade toca...
Minha alma... e meu coração dentro do peito...


Dói no fundo... E vem o desejo louco de amar-te
Cair em teus braços... Beijar-te...

 E saio às ruas e percorro longos caminhos... 

Em todos os lugares...


Às vezes sento na beira da estrada 

vendo a longa passagem da vida
... E penso em refazer meus passos...
Passo a passo até descobrir... Os teus caminhos!

celina vasques

sábado, 2 de agosto de 2014

Noturna poesia...



Ah! Noite da minha solidão... ... Sonata triste...
Noturna poesia... ... Empresta-me a lua que é a
Fascinação minha
De sonho em sonho caminhei... Escrevendo poesias...
achei que era poeta mágica de anseios...
Desejei o perfume da brisa... mas ele estava contigo...

E chorei minhas dores... Sonhos que ficaram no tempo..

nas manhãs nubladas... Nas tardes frias,
Nas memórias perdidas... De uma juventude esquecida
No deslizar das lágrimas até chegar
E alagar a alma... Torturada pela saudade...
das canções tocadas até o nascer do dia!

celina vasques

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pássaro vagante...



Meu peito prenhe de amor... Lamenta a saudade
Nas notas do meu piano...
Afagado com sons
ferozes, pulsantes...
Delirantes, carentes...
E na minha agonia... Suspiros de amor...
E neste gemido
Meu olhar invade a ternura distante
de um tempo quieto... Venturoso...
Sobre as teclas adormeço nos braços mornos da ilusão
no murmúrio sussurrante de melodias
pássaro vagante em cânticos poéticos!



Celina Vasques

terça-feira, 29 de julho de 2014

Poesia sem fim...



Em sussurros fulgentes
Perco-me na vastidão de sentires
Onde o horizonte longínquo
É a ilusão de meus devaneios...
Partilho emoções...
Amor eternizado nos meus versos.
Esta poesia sem fim... 


E mergulho em teu mar...
- essência de mim-
Comigo vive esta saudade
A amargura... E a solidão…
Onde habitam meus fantasmas...
Memórias de um passado tão presente... 


E adormeço... Sentindo a alma viajar...
E sonhando
Abro as minhas hipotéticas asas cristalinas
e voo onde estão os sonhos teus!



Celina Vasques

Sonho-te...



Eu te amei e quanto!
Mas tanto... Que nas canções de acalanto
O amor era infinitamente maior
Que a tua ausência...

Onde está meu sonho?
Sinto-me hoje
Um trovador de encantadas almas...

Manhã de cinzenta neblina
O Sol hipnotizou as noites... 

E eu triste voei sem rumo...

E há tristeza tanta… No afligir do amor ao sentir-se amar...
E sonho-te no amanhecer e no anoitecer...
na distancia invernal da lua crescente
na inquietude desta noite fria!

celina vasques

domingo, 27 de julho de 2014

Meu canto de pássaro...






Não se cansa em mim este encanto infindo,
Não haverá em mim nenhum momento em que não
Estejas em meu pensamento...
Tranquilos são os dias da minha longa espera
Contemplo o infinito... E vejo minha paixão cristalina...
Tudo é possível quando existe Amor...
Será a poesia
a ultima caminhada perto do céu?
Palato qual papel de seda azul, com suas nuvens de algodão
Brancas e puras... à luz das manhãs
Deste horizonte distante...
Ouvirás o som de minhas palavras melodiosas de brados e cores,
Canto de pássaros... Apaixonados...
Que gorjeiam por ti...?!

Celina Vasques II

terça-feira, 22 de julho de 2014

Faltam-me palavras...


 
 
 
 
 
E assim, revolto-me com este mundo fascinante...
Ás vezes Danoso… e escrevo versos... De dor!
E neste silencio
Na minha memória repasso dias passados...
Caminhadas em estradas tortuosas e que tardei a achar o caminho... 
Existe sempre um tempo para marcar o caminhar!

Mas apesar das feridas que trago nos pés... Na alma e no peito...
Ainda vislumbro a beleza do mar...
Meu olhar parado delira observando as ondas que se quebram violentamente...
E o tempo passa lentamente...

E a neblina é densa e espessa... A fúria do mar assemelha-se a uma angústia...
- A que trago no peito –
Assim, espero por um novo amanhecer... Mas faltam-me palavras... 
Encanto para reinventar outra história... A minha!

Mas lembrarei de que as manhãs despertam com a luz fugidia...
 Que soltam lamentos...
E eu a desperto e descalço vou no rumo da brisa...
Quem sabe assim me embriago com os versos que o vento levou...

celina vasques

sábado, 19 de julho de 2014

Minutei palavras...


De melancolia e tristeza
deixei a chuva escorregar no silêncio
Volvendo os meus segredos onde vive a dor
Inventei jardins de encantamento e ventos
Escrevi um livro para te falar de amor...nele contei
nossas travessuras nas noites de paixão...
Embaladas ao som das canções...
Subi montanhas azuis fantasiadas pela loucura
imensa ...funda e impenetrável em noites quentes de verão...
E escrevo teu nome
Onde as trevas soltam faíscas gigantes feitas
de sombra escura
Mas meus olhos
- que já são teus-
iluminam os caminhos onde passei...
com meus pés nus...

celina vasques

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não me mandes embora agora...


Ah, como posso partir?
Se sempre nos amamos como dois loucos...
Imolados em louca paixão!
Quero-te tanto... Não posso partir...
Tento libertar-me, mas não consigo...
Se todos os meus sonhos
Começaram no dia em que te conheci?
Lembras-te
De nós nas travessuras das noites eternas
Como num pacto
Envenenando a minha alma
meu sangue agora vive em tuas veias...
Fusão de todas as forças
A minha a tua...
Dormiste o meu sono
Levaste de mim os meus sonhos...
Reinventaste-me
Silenciosa... Perene... Frequente...
Como posso partir?
Se te dei meus olhos... 

Agora só vejo o mundo através de ti!


Celina Vasques




FUGIU A LUA...



Manhã de gotas de chuva brilhando
A noite que passou trouxe-me sonhos
Antigos... E no silêncio, sem brisa, sem ventos.
Sem mar, marulhar de ondas...
Apenas a pequenez de meu quarto
sem brumas... Não consigo resistir
À voz do silencio
Olho a janela novamente a manhã surgiu
Fugiu a lua... Ficaram somente as saudades tuas...
Nada trouxe do negrume da noite que me afligiu...

Celina Vasques

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Noite de Tempestade..



Amordacei um grito no fundo da alma
Eu e o vento somos magias que habitam o mar
Em noites de tempestades...


Escuto o ranger de trovões e relâmpagos...
Nas vidraças de meu quarto... e vejo folhas e flores rompendo
A copa das arvores e a espalhar-se
Pelo chão...
...e num rodopiar de versos esvoaçados 


Reescrevo em paginas hipotéticas, versos.angustiosos
Sem nexo...... Aconchegada aos meus travesseiros...
Então adormeço...com medo...
Penso em bússolas....águas...em paixões perdidas...
Mares revoltos... Ondas que se quebram nas pedras...
Lá fora a tormenta... Aqui dentro a calmaria... 


Em murmúrios fulgentes...
Desnudo-me das sombras da noite...
E me visto de cintilantes céus...
E ao submergir na vastidão de sentimentos
Espero que amanheça e que
no horizonte distante... Brilhe novamente o sol!



celina vasques



sábado, 12 de julho de 2014

SUBLIME SENTIR...



 
A alma liberta meu pranto
A noite vem chegando...
anseio a calma e escrevo uma doce poesia
Saberás que há muito mais porque amar 

É uma eterna espera...
            - A Tua -
 Se te amar é morrer a cada dia... Eu bebo o meu silencio 
Sob o céu de nuvens brancas...e eu sinto a dor desta saudade... 


E volto a flutuar nesta brisa azul... E amo e estou emocionada! 

Nas alegrias que um dia tivemos e as memórias do que fomos 
           - Será que ainda somos? -
Em mim ainda existe a fascinação... E tua imagem 
Ainda está no meu pensamento... 


Amo-te e a felicidade sinto que ainda me pertence... 

E eu a sinto quando 
Vejo os teus verdes olhos a fitar os meus... No gesto lento 
De acordar o silêncio!


celina vasques