terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dos céus imortais...




O teu Amor veio em forma de pássaro
Dos céus imortais... Chegou com a madrugada
Com perfume de alvorada
Nas rimas apaixonadas... Orvalhadas e belas
Paixão de minhas canções das manhãs brilhantes
Intenso e profundo igual ao mar!

celina vasques 


 



Um trovador...




Ah! Tantas histórias perdidas no

tempo e eu 
Procuro na memória 
Fragmentos de vidas... Há muito
vividas... Que aguçam a fantasia no silencio 
De minha alma!

Escrevo trovas de amor para ti

Desejo com ardor ser possível o encontro 

Do sol com a lua... (Nós dois) E esse misterioso mar de estrelas... Magia luminosa que 
Acontecem todos os dias no firmamento!

Velejo nos sonhos buscando nos mares da saudade

A emoção de ser um trovador e poder sentir o teu perfume 

Que vem com a brisa no ar...

A noite desce silenciosamente e o luar

Pálido... Cálido... Desmaia... 

Escuto os acordes... O dia já vem
Logo brilhará o sol...

Meu violino... Minhas sinfonias...

É tudo que 

Resta dos meus sonhos de amor...

 
celina vasques


domingo, 9 de dezembro de 2012

A vida continua...




A vida continua...
E eu continuo a caminhada...
 Meus passos me levam.
Sem destino certo...
Errante... Meus pés já calejados
Tropeçando entre pedras
Em busca de um sentir que não existe
O amor perfeito... Sonhado... Desejado...
Tão ansiado... Num místico fascínio
Qual o brilho cintilante duma inatingível estrela!

E vivo na procura solitária
Numa busca sem fim... A vida inteira
Á procura de ti... Ou talvez de mim?
Uma Incógnita...
 Será que um dia te poderei encontrar?
Na minha alma um distante lamento
Na agonia dos sonhos perdidos...
A vida continua...
Em mim esta pungente necessidade de ser
Amada!

celina vasques

sábado, 8 de dezembro de 2012

CALIDAMENTE...




Vejo o tempo passar da
Minha varanda e a sonhar... Deixo o silêncio falar...
O sol nascer e se pôr e a lua palidamente despontar...
Escutar os sussurros de cálidas noites... E ver estrelas
Esplendorosamente a cintilar...
E eu aqui parada a mirar...  E num frêmito
Ver as manhãs maravilhosas com suas nuances douradas
Despontar!

Ah! Depois à beira-mar ver o verde do oceano...
O vento a soprar... Algas... Cardumes...
Barcos a navegar...  A brisa a me tocar
Ondas que se quebram nas areias
E morrem docemente na praia a meus pés...
Sinto a emoção na pele que me acalma o corpo...
Que me acaricia a alma... Que me faz viva!

E eu continuo a sonhar com um amor
Que se foi de mim nas asas de um pássaro migrante
Num longínquo eco de fragores
No horizonte sem fim!



CELINA VASQUES

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Metáforas...





Ah! O verde deste mar... irrequieto... Indomado...
Suas ondas que se desmancham nas areias da praia...
Espumas brancas sussurrantes
Como a despedir-se dos sonhos...
E eu caminhava distraída à alma leve...
O passo ligeiro vislumbrando aquela
Beleza transcendente
Veio o vento frio... A lenta chuva...
De repente da manhã fez-se em brumas...
E eu continuava minha caminhada... Em silencio
Mesmo assim...
O meu amar-te é uma metáfora de onde derrama
Cachoeiras de silêncios do
“Meu eu apaixonado”...


celina vasques