domingo, 9 de dezembro de 2012

A vida continua...




A vida continua...
E eu continuo a caminhada...
 Meus passos me levam.
Sem destino certo...
Errante... Meus pés já calejados
Tropeçando entre pedras
Em busca de um sentir que não existe
O amor perfeito... Sonhado... Desejado...
Tão ansiado... Num místico fascínio
Qual o brilho cintilante duma inatingível estrela!

E vivo na procura solitária
Numa busca sem fim... A vida inteira
Á procura de ti... Ou talvez de mim?
Uma Incógnita...
 Será que um dia te poderei encontrar?
Na minha alma um distante lamento
Na agonia dos sonhos perdidos...
A vida continua...
Em mim esta pungente necessidade de ser
Amada!

celina vasques

sábado, 8 de dezembro de 2012

CALIDAMENTE...




Vejo o tempo passar da
Minha varanda e a sonhar... Deixo o silêncio falar...
O sol nascer e se pôr e a lua palidamente despontar...
Escutar os sussurros de cálidas noites... E ver estrelas
Esplendorosamente a cintilar...
E eu aqui parada a mirar...  E num frêmito
Ver as manhãs maravilhosas com suas nuances douradas
Despontar!

Ah! Depois à beira-mar ver o verde do oceano...
O vento a soprar... Algas... Cardumes...
Barcos a navegar...  A brisa a me tocar
Ondas que se quebram nas areias
E morrem docemente na praia a meus pés...
Sinto a emoção na pele que me acalma o corpo...
Que me acaricia a alma... Que me faz viva!

E eu continuo a sonhar com um amor
Que se foi de mim nas asas de um pássaro migrante
Num longínquo eco de fragores
No horizonte sem fim!



CELINA VASQUES

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Metáforas...





Ah! O verde deste mar... irrequieto... Indomado...
Suas ondas que se desmancham nas areias da praia...
Espumas brancas sussurrantes
Como a despedir-se dos sonhos...
E eu caminhava distraída à alma leve...
O passo ligeiro vislumbrando aquela
Beleza transcendente
Veio o vento frio... A lenta chuva...
De repente da manhã fez-se em brumas...
E eu continuava minha caminhada... Em silencio
Mesmo assim...
O meu amar-te é uma metáfora de onde derrama
Cachoeiras de silêncios do
“Meu eu apaixonado”...


celina vasques

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sussurros do Mar...




Escuto o sussurrar do mar...
Neste crepúsculo prematuro
Meu olhar marejado e carente de amor
Fita o vai e vem das ondas e as 
    confunde com lágrimas...
Torrentes de paixões... Alucinadas
Cujos sentires misturam-se enquanto
A alma navega sem ilusões...

Perco-me na imensidão do longínquo horizonte
Flutuo no ressoar do tempo... Sentindo
O pulsar do meu coração partido!

Meu corpo embriagado bebe nas ondas
As gotas da loucura...
Funde-se com tuas águas numa essência única...
No furor do vento... Adentras em mim...
Neste momento eterno de comunhão!


celina vasques

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Versos...





Quando eu te vejo é como se visse estrelas no céu!

Na perfumada noite de primavera magnificência


 sem lua cheia.

A penumbra te envolve majestosa e dourada,

Névoas cingem em noite de loucura

O ar sopra suavemente brisa aromática e fresca

Nossos corações inflamam em labaredas...


Falamo-nos em doces solilóquios loucos


Eu te acarinho em sons mais quentes...

Tu me apertas amorosamente! 


E eu... AMO-TE!




CELINA VASQUES