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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

TE BEIJO A ALMA!



A tua distancia é tão perto de mim...
Habitas em minha alma e na minha essência...
E eu sou a tua sombra cativa...

Sabes, compartilhas comigo a minha solidão.
Na orvalhada cristalina das manhãs
Envolvo teu amor e contigo invento maravilhas...
Percorro teu corpo e por ti me encanto...
...e posso amar-te sempre loucamente...
Apenas no meu pensamento!

E me visto de paixão... De desejo e de ternura...Te beijo a alma..
A noite mansa deixa comigo o perfume de todas as saudades...
E acordo de manhã devagar... Ainda sentindo o aroma
De nossa loucura!

CELINA VASQUES

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Pintor de almas...!


Será que é um pintor de almas?
Vejo-te todos os dias ao longe enquanto
O aroma de tuas tintas inunda o cair da tarde...


Raios de sol adormecem no azul celeste do horizonte
E em tuas vibrantes pinceladas colocas

 na tua tela o fim de mais um dia!

Quem és tu?
Um semeador de melancolia?


Ou apenas aquele que nos acorda os sentires...
Pintando o amor de um passado
- que ainda vive em teu peito -


A beleza dos sonhos vai se retratando nos teus pincéis...
E eis que surge uma tela cheia de paixão e nostalgia...!


Celina Vasques

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Um pássaro chamado Paixão...!



Acordei nesta manhã impregnada com
O perfume da minha própria loucura... E
Suavemente flutuei nas asas de um pássaro
Chamado Paixão... 

São voos nos qual mergulho no despenhadeiro
Do tempo...
Tenho medo... Vejo as ondas que quebram nas pedras...
Com o coração batendo forte... E as lágrimas escorrendo fáceis...

Abraça-me silenciosamente
Esta ansiedade fixada às asas 

Deliro sussurros... E num rodopiar de emoções
Escuto melodias... As que cantam os ventos...!

Num eco sonoro de brados matizes... E me encantam...

celina vasques

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

quando um dia eu te amei...


Olhando a nossa Hortênsia...
Que um dia plantamos...
E pensando neste destino
Num desafio azul às margens de caminhos românticos
Entre versos garridos de um meigo olhar...
Vem-me à lembrança dias tão doces em que te amei...
Neste lindo lugar!

 
Perdi-me de ti pelos caminhos da vida...
De repente ficou num passado a nossa doce história
A lareira onde tantas vezes nos aquecemos do frio
Hoje uma chaminé apagada...
Na minha alma... Apenas um vento frio...

A dor da voz imensa
No eco das palavras... Que nunca mais foram ditas...
Nunca mais plantei esperanças...
Ah! Quantos anos solitários... Apenas recordando...

Há no meu peito um surdo grito...
Na esperança que me queiras para além dos sonhos!
E a nossa Hortênsia que morre com saudades de teus olhos!
Celina Vasques

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O silencio da minha alma!



Tenho um grito de pássaro que vem da alma
Sou uma gaivota perdida no espaço
Muitas vezes exalto o amor
Noutras carrego nos meus voos uma grande dor...

 
Neste momento me visto de poeta só para escrever versos...
São palavras que vem no torpor dos sons...
Um poema delirante
Onde escuto melodias silentes... No final das tardes...

E vou tingindo os céus e o horizonte com pincéis
- de uma cor dourada -
E sorrio ao recordar o teu sorriso num lento entardecer ...

E viajo batendo as asas... Hesitante... Para depois deixar chegar à escuridão...
E guardar este momento dentro do silencio da minha alma!
Celina Vasques