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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

terça-feira, 30 de junho de 2015

Versos lentos...


Amo o silêncio por que tu nele habitas
Trago comigo as dores desta paixão... Breve... E pura...
Murmuro versos lentos... Compondo a minha solidão...
Onde cabe um poema para te sentir e ver?

Escondo os júbilos na lembrança do que um dia fomos
Eu acordo todos os dias lentamente com o aroma da alucinação...
Deste passado... Tão recente...

É tão difícil acordar num vazio assim tão profundo
E uma caricia serena de amor... Separa-me da solidão!

Sei que me alcanças mesmo não me sabendo...
É que a memória não esquece... Deste amor que devaneio
Todos os dias...


celina vasques

sexta-feira, 26 de junho de 2015

E vivo...









E sinto a vida... O vento forte levantar a areia...
E olho o céu de anil
E me deslumbro com suas cores...ao nascer do sol..
 Pinto-as em versos
Encantada pela paixão... E escrevo o
Quanto sublime que é o existir... Depois
Entardece... E vislumbro as estrelas... A lua...
A brisa... O perfume de jasmins e dama da noite que
Vem da floresta...
E vejo o vento sorrir... Reinvento-me...
Fecho os olhos e sorvo o que me parece real...
E vivo...


celina vasques





terça-feira, 23 de junho de 2015

Caminhavas na praia...

 
 
 
 
 
 
 
 
E eu te via... E com placidez
Eu te esperava com a alma acarinhada pela saudade
De te ver todos os dias...
E sempre adormecendo na esperança do amanhecer...
Para ver-te...
E respiro o cheiro de mar que penetra por minhas narinas...
E fecho os olhos... E meu coração bate acelerado...
E aguardo a tua chegada
Assim como o nascer das manhãs... Inevitável com a tua presença!
E pressinto um alento enorme invisível... E do meu silêncio translúcido
Sinto falta de um gesto teu
Um olhar... Talvez um sorriso disfarçado... Marcados por um sentimento telúrico
Que desponta desta minha paixão platônica...
Celina vasques

sexta-feira, 19 de junho de 2015

TEU ROSTO...





 Escrevi este poema com um galhinho de planta...
Na areia quente...olhando para o poente...
As palavras brotavam de minha boca e eu seguia
A anotar...palavra por palavra...
E me pus a sussurrar o amor... E qual uma louca
Vou falando palavras e versos entre sorrisos
E suspiros...
E pressinto uma energia gigantesca...
... invisível...e entre murmúrios
Deixo ao largo a solidão...
e desenho teu rosto tu...
És a poesia!

(era o teu rosto que eu escrevia)


celina vasques

terça-feira, 16 de junho de 2015

Em frente ao lago..


...sento-me e vejo... Tua imagem refletida nessas águas...
Inebriadas pela canção da brisa
E sinto o teu chegar dos ventos trazendo-me
Lembranças daquele amor... 


Deixa-me, por favor,
Sentir o aroma de tua chegada!
Confusa... Entre brumas até consigo ver-te...
E o perfume que exala da mata me faz recordar de momentos
Tão felizes...

Respiro o silencio...
E deixo que a saudade brote dos meus soluços e as lágrimas
Escorram... Lentamente...
Esqueço-me de tudo e
Interrompo a sagacidade da memória...

Fragrâncias soltam-se do fundo do lago...
Mornas...
Gemidos...
Estou exausta...
E não sei se é sonho ou fantasia...

A sorrir deixo que o vento voe em meus cabelos..
Em desalinho...

Celina Vasques

quinta-feira, 11 de junho de 2015

ESQUECESTE-ME..

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Tu despertaste em mim paixões adormecidas...
Ao estar contigo sentia um mundo de cores diferentes...
Perfumado...
Ardente...
Ditoso...


Ah! meu amor os dias eram tão poucos para vivê-los intensamente
Contigo...
As noites tão curtas para aquecer-nos deste frio ...
Amei-te nos dias nas noites...

Cantava em versos a força desta paixão que tomava os sentidos e
Fazia-me voltar a ser uma menina... Apaixonada e doce...


Os dias nasciam entre meus lábios e o teu beijo...
Exalei juras a tranquilidade de um rio calmo... Negro...
Voz dócil de torrente ascendendo
Cantante
Alegre...

Em ti conheci as passagens formosas da exultação
E aprisionei no silencio nossas verdades


E assim atravessamos oceanos azuis...
E te pintei numa tela e te guardei nas lembranças


Depois...
Vi o amor em queixas na busca da ausência...
Esqueceste-me...
Silenciosamente voam meus sentires
É madrugada e o orvalho molha a vidraça onde espero
O teu regresso...


celina vasques