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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sou eu...e tu quem és...




 


Sou eu o silêncio de um crepúsculo que desenha
A inércia do tempo  insano onde a neblina sussurra
No vazio de uma memória lenta...
O irrestrito adágio...
Sou eu o inquieto sentir viajando caminhos vagarosos do amor
Sou eu o grão de areia de uma maré intensa
Sou eu o momento tatuado num chão onde as palavras são
Escritas com paixão!
Sou eu a chuvinha fina que molha as calçadas...
Sou eu a lágrima que escorre em vidros de janelas fechadas...
Sou eu na ternura dos versos vagando nos sonhos...

E tu quem és: Talvez o pássaro selvagem disfarçando voos no horizonte
Gesticulando tuas asas na nostalgia da minha poesia!

Celina vasques