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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pássaro vagante...



Meu peito prenhe de amor... Lamenta a saudade
Nas notas do meu piano...
Afagado com sons
ferozes, pulsantes...
Delirantes, carentes...
E na minha agonia... Suspiros de amor...
E neste gemido
Meu olhar invade a ternura distante
de um tempo quieto... Venturoso...
Sobre as teclas adormeço nos braços mornos da ilusão
no murmúrio sussurrante de melodias
pássaro vagante em cânticos poéticos!



Celina Vasques

terça-feira, 29 de julho de 2014

Poesia sem fim...



Em sussurros fulgentes
Perco-me na vastidão de sentires
Onde o horizonte longínquo
É a ilusão de meus devaneios...
Partilho emoções...
Amor eternizado nos meus versos.
Esta poesia sem fim... 


E mergulho em teu mar...
- essência de mim-
Comigo vive esta saudade
A amargura... E a solidão…
Onde habitam meus fantasmas...
Memórias de um passado tão presente... 


E adormeço... Sentindo a alma viajar...
E sonhando
Abro as minhas hipotéticas asas cristalinas
e voo onde estão os sonhos teus!



Celina Vasques

Sonho-te...



Eu te amei e quanto!
Mas tanto... Que nas canções de acalanto
O amor era infinitamente maior
Que a tua ausência...

Onde está meu sonho?
Sinto-me hoje
Um trovador de encantadas almas...

Manhã de cinzenta neblina
O Sol hipnotizou as noites... 

E eu triste voei sem rumo...

E há tristeza tanta… No afligir do amor ao sentir-se amar...
E sonho-te no amanhecer e no anoitecer...
na distancia invernal da lua crescente
na inquietude desta noite fria!

celina vasques

domingo, 27 de julho de 2014

Meu canto de pássaro...






Não se cansa em mim este encanto infindo,
Não haverá em mim nenhum momento em que não
Estejas em meu pensamento...
Tranquilos são os dias da minha longa espera
Contemplo o infinito... E vejo minha paixão cristalina...
Tudo é possível quando existe Amor...
Será a poesia
a ultima caminhada perto do céu?
Palato qual papel de seda azul, com suas nuvens de algodão
Brancas e puras... à luz das manhãs
Deste horizonte distante...
Ouvirás o som de minhas palavras melodiosas de brados e cores,
Canto de pássaros... Apaixonados...
Que gorjeiam por ti...?!

Celina Vasques II

terça-feira, 22 de julho de 2014

Faltam-me palavras...


 
 
 
 
 
E assim, revolto-me com este mundo fascinante...
Ás vezes Danoso… e escrevo versos... De dor!
E neste silencio
Na minha memória repasso dias passados...
Caminhadas em estradas tortuosas e que tardei a achar o caminho... 
Existe sempre um tempo para marcar o caminhar!

Mas apesar das feridas que trago nos pés... Na alma e no peito...
Ainda vislumbro a beleza do mar...
Meu olhar parado delira observando as ondas que se quebram violentamente...
E o tempo passa lentamente...

E a neblina é densa e espessa... A fúria do mar assemelha-se a uma angústia...
- A que trago no peito –
Assim, espero por um novo amanhecer... Mas faltam-me palavras... 
Encanto para reinventar outra história... A minha!

Mas lembrarei de que as manhãs despertam com a luz fugidia...
 Que soltam lamentos...
E eu a desperto e descalço vou no rumo da brisa...
Quem sabe assim me embriago com os versos que o vento levou...

celina vasques

sábado, 19 de julho de 2014

Minutei palavras...


De melancolia e tristeza
deixei a chuva escorregar no silêncio
Volvendo os meus segredos onde vive a dor
Inventei jardins de encantamento e ventos
Escrevi um livro para te falar de amor...nele contei
nossas travessuras nas noites de paixão...
Embaladas ao som das canções...
Subi montanhas azuis fantasiadas pela loucura
imensa ...funda e impenetrável em noites quentes de verão...
E escrevo teu nome
Onde as trevas soltam faíscas gigantes feitas
de sombra escura
Mas meus olhos
- que já são teus-
iluminam os caminhos onde passei...
com meus pés nus...

celina vasques

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não me mandes embora agora...


Ah, como posso partir?
Se sempre nos amamos como dois loucos...
Imolados em louca paixão!
Quero-te tanto... Não posso partir...
Tento libertar-me, mas não consigo...
Se todos os meus sonhos
Começaram no dia em que te conheci?
Lembras-te
De nós nas travessuras das noites eternas
Como num pacto
Envenenando a minha alma
meu sangue agora vive em tuas veias...
Fusão de todas as forças
A minha a tua...
Dormiste o meu sono
Levaste de mim os meus sonhos...
Reinventaste-me
Silenciosa... Perene... Frequente...
Como posso partir?
Se te dei meus olhos... 

Agora só vejo o mundo através de ti!


Celina Vasques




FUGIU A LUA...



Manhã de gotas de chuva brilhando
A noite que passou trouxe-me sonhos
Antigos... E no silêncio, sem brisa, sem ventos.
Sem mar, marulhar de ondas...
Apenas a pequenez de meu quarto
sem brumas... Não consigo resistir
À voz do silencio
Olho a janela novamente a manhã surgiu
Fugiu a lua... Ficaram somente as saudades tuas...
Nada trouxe do negrume da noite que me afligiu...

Celina Vasques

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Noite de Tempestade..



Amordacei um grito no fundo da alma
Eu e o vento somos magias que habitam o mar
Em noites de tempestades...


Escuto o ranger de trovões e relâmpagos...
Nas vidraças de meu quarto... e vejo folhas e flores rompendo
A copa das arvores e a espalhar-se
Pelo chão...
...e num rodopiar de versos esvoaçados 


Reescrevo em paginas hipotéticas, versos.angustiosos
Sem nexo...... Aconchegada aos meus travesseiros...
Então adormeço...com medo...
Penso em bússolas....águas...em paixões perdidas...
Mares revoltos... Ondas que se quebram nas pedras...
Lá fora a tormenta... Aqui dentro a calmaria... 


Em murmúrios fulgentes...
Desnudo-me das sombras da noite...
E me visto de cintilantes céus...
E ao submergir na vastidão de sentimentos
Espero que amanheça e que
no horizonte distante... Brilhe novamente o sol!



celina vasques



sábado, 12 de julho de 2014

SUBLIME SENTIR...



 
A alma liberta meu pranto
A noite vem chegando...
anseio a calma e escrevo uma doce poesia
Saberás que há muito mais porque amar 

É uma eterna espera...
            - A Tua -
 Se te amar é morrer a cada dia... Eu bebo o meu silencio 
Sob o céu de nuvens brancas...e eu sinto a dor desta saudade... 


E volto a flutuar nesta brisa azul... E amo e estou emocionada! 

Nas alegrias que um dia tivemos e as memórias do que fomos 
           - Será que ainda somos? -
Em mim ainda existe a fascinação... E tua imagem 
Ainda está no meu pensamento... 


Amo-te e a felicidade sinto que ainda me pertence... 

E eu a sinto quando 
Vejo os teus verdes olhos a fitar os meus... No gesto lento 
De acordar o silêncio!


celina vasques








terça-feira, 8 de julho de 2014

A noite vai esplêndida...



...ao longe a vista céu de estrelas...
Praia... Mar. nada se vê...
Apenas o cheiro de chuva brisa de jasmim...
Há dessa imagem... o silêncio de mim...somente o
marulhar das ondas..
Qual voz que faz estremecer e que apaixona...,
Absorta e saudosa na minha varanda...

Pergunto-me: "Por que sofres? O que é essa dor desconhecida?"
E eu melancolicamente suspiro!

Queria que pensasses em mim...No júbilo selvagem
De uma noite assim...ardente...
Gostaria de ter naquele momento teu sorriso
Embriagado de amor e desvairado....a falar-me palavras de amor...
Na madrugada...

celina vasques

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Nos teus braços...Ó Mar!





Quero perder-me na vastidão
De teus braços no marulhar de tuas ondas
Ó Mar...
Deixa-me sentir a fragrância de tuas salinas águas...
Quero abraçar-te e ao som de melodias hipotéticas...
gemer qual eu fosse um pássaro... Que sonha com a imensidão de ti...
Voar sobre tuas verdes águas...
abandonar-me à fúria do vento!

Voo até que minha asa se feche... Cansada!
Até que o vento leve-me para o mais belo dos meus sonhos...
Levitando e enchendo minha alma do mais doce poema...

...e pertinho deste céu...cantarei as músicas dos anjos
e dos pássaros...num coral transcendental...
neste horizonte longínquo
Num eco harmônico de clamores matizes...
Depois voltar aos teus braços... Ó mar!


celina vasques

Uma grande melancolia...




Há sentimentos perdidos na minha vida
ah! Juventude dourada... Onde estás agora?
No meu coração guardo mil lembranças
- um tesouro –
Há essências que se consomem na carência
Nublou a recordação nos meus olhos

Sento-me neste banco de praça...lágrimas escorrem
enquanto uma música distante dá seus últimos acordes....
sem rumo...um perfume vem com a brisa...
Na vida há pessoas que mesmo além ...
Estão sempre dentro de nossas vidas...

São tantos os sonhos ...que de tão imensos explodem...
Deixando apenas saudades....no êxodo de meus sentires
Nos umbrais de minha solidão...
As minhas raízes...este tempo que não esqueço...
...passou...será que morreu?

E prendo ao meu peito...ressoando ao tempo
De sentimento que foi sempre a minha vida
Nunca parti sem nenhuma lembrança ...sempre lembro...
De todos os anos que vivi....vivemos....

Sopram ventos de melancolia...
Memórias que não terão fim...
Vejo agora a mudez das neblinas
Não voam anjos pelas canções trazidas pelo vento...

Pensei virar as costas ao momento e ao fascínio
E aí houve inexplicavelmente o alvorecer dos meus versos
Busquei na memória estradas esquecidas
Mas há expressões que nos aprisionam à realidade
O orvalho das manhãs é poesia de água
perdidas águas...

Celina Vasques II

quinta-feira, 3 de julho de 2014

E o vento sorriu...!





Poeta, por que salivas metáforas?
O mistério é uma flor que lamenta...
Neste amargo momento quando insulta a solidão...
Pensas por acaso ser a fascinação da estrela?

Sobes a montanha distraído...não vês que a vida ficou lá embaixo
Na planície...
Mas tens a intensa forma de pintar a saudade....a dor...
então não és poeta ...és pintor!

Reprimiste as lembranças que o tempo não apagou...
Um mergulho ao profundo da essência e de tuas entranhas...
Qual é o sentimento que ainda restou?
Sonhos? São longas estradas de alegrias
 muitas vezes do sofrer...

Deixaste as promessas que fizeste de amor puro...
Por que adoras sentir saudades...
continua a pintar com teus pincéis... Sorrisos da amada
E com teu lápis escreves teus ais ao desengano...
quão ingênuo és poeta...
O tempo passou nem viste...
E o vento Sorriu...

celina vasques




este poema foi inspirado em um grande amigo Poeta Cristiano Mello...