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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Toma-me...



Toma-me...

Toca-me na lembrança...
Sob esta vidraça molhada pela chuva...
E esta saudade constante... Em pedaços...
Sem palavras... Nem murmúrios...


Debruço-me na janela lanço-me nas caricaturas
Dos pingos que escorrem... Inquieta...
Na mesma paisagem... Viajo
Numa estrela qual um devaneio, uma fantasia...

Toma-me...
Embriaga-me com tuas palavras...
Mostra-me todos os mistérios de
Teu corpo... E do teu coração...
Faz do meu corpo abrigo do teu...
Faz-me terra... Sedenta de sol e ar...

Toma-me amor... Toma-me!


celina vasques

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Melodias de silêncios...




Deixo-me ficar aqui a olhar a noite...
Creio neste início de um triste fim
Foram tantos os meus sonhos...
- tentei -
Eu queria apenas ser feliz...
- Talvez-
Trago a força do vento neste magoado coração!

Já nem sei se existo... Nem sei quem sou?

Soltam-se mornas águas de meus olhos...
Tão serenas as minhas recordações...intensas
Elas escutam o marulhar do Mar como se fossem melodias
- talvez de silêncios –
Penso em todos aqueles que partiram...
- amores, afetos, pedaços de mim -
Gélida biografia, vazia sem começos nem fim...
Cada gota deste sal arde em minhas feridas...
Chagas abertas de um poeta!


celina vasques

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MEU HORIZONTE...




“Meus pés descalços vão pelo rumo de minha alma
Os meus sonhos são maiores que as palavras “...
Há um segredo que vem da minha essência
Que navega sem quimeras... Meu olhar marejado
Está carente do teu...

E este mar avança implacável...
Meus sentires misturam-se aos sussurros reprimidos...
Deste peito melancólico...
Ah! Infindável é a passagem das águas do mar...
Tenho dores... Tantas dores...
Doem-me as feridas
Chagas abertas das longas peregrinações... 

Em busca do amor!

Hoje quero apreciar este mar neste fim de noite...
Ouvir o lamento Do vento até meu último alento...
Meu ontem...
Meu hoje...
Meu horizonte!

Não quero mais embriagar-me com palavras
Não quero acreditar em mentiras e falsas promessas de afeto...
Quero apenas o silêncio deste meu coração
Não quero sentir esta dor... Não quero ser mortal!

Caminho faz tempo por prantos e desvario...
Perdi-me no nada...
Despencaram-se meus sonhos nesta temerosa agonia...
Hoje chorei em silencio
Lágrimas fluídas esvoaçadas do pranto...
Magoada com a vida que te arrebatou de mim!


Celina Vasques

quinta-feira, 7 de novembro de 2013