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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fantasmas...



Minha alma volitará solta na imensidão

Do tempo... Nas asas dos ventos
Em límpida quietação... 

Então, cerrarei meus olhos
E voarei serena... 

Doce... Solta e livre...
Sem recordações de momentos que passaram...


às margens dos sonhos submersos
na fadiga do anoitecer...
Vagando... Minha alma abandonada e errante
Nos ensejos nebulosos dos prolixos dias...

 Na alienação dos sentires

 

E todos os silêncios transformam-se
em gritos mudos...
Na solidão do tempo... Nas infindas noites
Onde os meus sonhos voaram...
No fundo da memória... 

Em gestos silenciosos...
Sem corpo... quais fantasmas!

celina vasques