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Eterno é este mar em que tuas lágrimas navegam e a brisa suave que levou de ti a ilusão ...e nesta bruma ocultas teus sentires de mim ... (Celina Vasques )

sábado, 7 de janeiro de 2012

ENTRE O AMOR E A IRA!



Ao amanhecer acordo cantando quais passarinhos que
Voam beliscando as flores nos jardins...
Porque irei ver-te... Sentir-te na brisa que
sopra teu nome nos meus ouvidos
e traz de muito longe o perfume do mar...


A água que banhou o teu corpo
O mesmo sol que queimou a tua pele
Envolvendo o meu corpo como se foras tu
A apertar-me em teus braços
Amo-te nas manhãs!

Ao anoitecer submerges... Não mais te vejo
Desencontros... Escuridão... Negrume...
Estás tão longe percorrendo trilhas por mim ignoradas
Paro nas noites para olhar estrelas... Conto-as uma por uma...
E onde estará a lua?

Visto-me de céu para cruzar o oceano
Transformo-me em lágrimas para misturar-me ao mar
e o vento que sopra são cúmplices na ira
No céu as nuvens cruzam impacientes
Tua alma dilacerou sem expor nada!

Serei a tempestade que invade a terra
num momento louco para molhar teu corpo
os relâmpagos a te assustar
medonhos ruídos para entrar por teus
ouvidos e ferir teus tímpanos...


Ou então as aves aprisionadas que
Escravas volitam somente em meus pensamentos?
Odeio-te ao anoitecer...







CELINA VASQUES